O Nome
Existem duas crenças importantes associadas ao nome
Adventista do
Sétimo Dia. Nós somos pessoas que acreditam ardentemente na proximidade da segunda
vinda de Jesus Cristo - por isso, somos Adventistas. A segunda parte do nosso
nome - Sétimo Dia
- se refere ao dia Bíblico de adoração, o sétimo dia da semana, o Sábado.
Declaração da Missão dos Adventistas do Sétimo Dia
A missão da igreja Adventista do Sétimo dia é proclamar
para todas
as pessoas o evangelho eterno dentro do contexto das três mensagens angélicas
de
Apocalipse 14:6-12, levando-as a aceitar Jesus como Salvador pessoal, a unir-se à Sua
igreja e alimentá-las a fim de estarem preparadas para Seu próximo retorno.
Nosso Método
Nós buscamos alcançar esta missão, sob a direção do
Espírito
Santo, através da:
Pregação:
Aceitando o comissionamento de Cristo (Mateus 28:18-20),
proclamamos para todo o mundo a mensagem de um Deus de amor, completamente
revelado no ministério reconciliador de Seu Filho e Sua morte expiatória.
Reconhecendo que a Bíblia é a Revelação infalível da vontade de Deus,
apresentamos sua mensagem completa, inclusive a segunda vinda de Cristo
e a contínua autoridade da lei dos dez mandamentos com seu lembrete
sobre o sétimo dia, o Sábado.
Ensino:
Reconhecendo que o desenvolvimento da mente e caráter
são essenciais para o plano da redenção, promovemos o relaciomento
e o crescimento de um discernimento maduro com Deus, Sua Palavra e
o universo criado.
Cura:
Confirmando a ênfase Bíblica no bem-estar completo
do indivíduo, damos prioridade a conservação da saúde e a cura do doente
e através de nosso ministério para com os pobres e oprimidos, cooperamos
com o Criador em Seu trabalho compassivo de restauração.
Nossa Visão:
Em harmonia com as grandes profecias das Escrituras,
antevemos o clímax do plano de Deus, a restauração de toda a Sua criação
para completa sintonia com Sua perfeita vontade e justiça.
A História
Em apenas um século e meio a Igreja
Adventista do Sétimo Dia tem crescido de um punhado de pessoas, que diligentemente
estudaram a Bíblia em procura da verdade, para uma comunidade mundial
de mais de oito milhões de membros e, outros
milhões, que consideram a Igreja Adventista seu lar espiritual. Doutrinariamente,
os
Adventistas do Sétimo Dia são herdeiros do supradenominacional movimento Milleriano
da
década de 1840.
Embora o nome "Adventista do Sétimo Dia" tenha
sido escolhido em 1860, a denominação não foi oficialmente organizada
até 21 de maio de 1863, quando o movimento incluia cerca de 125 Igrejas
e 3.500 membros.
Entre 1831 e 1844, William Miller - um pregador Batista
e ex-capitão de exército da guerra de 1812 - lançou o "grande despertar
do segundo advento" o qual eventualmente se espalhou através da
maioria do mundo cristão.
Baseado em seu estudo da profecia de Daniel 8:14, Miller
calculou que Jesus poderia retornar a terra em 22 de outubro de 1844.
Quando Jesus não apareceu os seguidores de Miller experimentaram o que
veio a se chamar "O grande Desapontamento."
A maioria dos milhares que haviam se juntado ao movimento,
saiu em profunda desilusão. Uns poucos no entanto, voltaram para suas
Bíblias para descobrirem porque eles tinham sido desapontados. Logo eles
concluíram que a data de 22 de outubro tinha na verdade estado correta,
mas que Miller tinha predito o evento errado para aquele dia. Eles se
convenceram que a profecia bíblica previa não o retorno de Jesus à Terra
em 1844, mas que Ele começaria naquela data um ministério especial no
céu para Seus seguidores. Assim, eles continuaram a esperar pelo breve
retorno de Jesus, como fazem os Adventistas do Sétimo Dia ainda hoje.
Deste pequeno grupo que se recusou a desistir depois
do "grande desapontamento" surgiram vários líderes que construíram
a base do que viria a ser a Igreja Adventista do Sétimo Dia. Destacam-se
dentre estes líderes um jovem casal - Tiago e Ellen White - e um capitão
de navio aposentado, José Bates.
Este pequeno núcleo de "adventistas" começou
a crescer - principalmente nos estados da Nova Inglaterra na América
do Norte, aonde o movimento de Miller havia começado. Ellen White, apenas
uma adolescente na época do "grande desapontamento", desenvolveu-se
em uma dotada escritora, oradora e administradora, se tornando, e permanecendo,
a conselheira espiritual de confiança da família Adventista por mais
de 70 anos até sua morte em 1915. Os primeiros Adventistas vieram a acreditar
- como têm os Adventistas desde então que ela desfrutou da direção
especial de Deus enquanto ela escrevia seus conselhos para o crescente
grupo de crentes.
Em 1860, em Battle Creek, Michigan, EUA, um punhado
de congregações de Adventistas escolheram o nome Adventista do Sétimo
Dia e em 1863 organizaram formalmente o corpo da Igreja com um número
de 3.500 membros. No princípio, a atuação foi em grande parte limitada
a América do Norte, até 1874 quando o primeiro missionário da Igreja,
J.N. Andrews, foi enviado para Suíça. A obra na África foi iniciada timidamente
em 1879 quando Dr. H.P. Ribton, um recente converso na Itália, se mudou
para o Egito e abriu uma escola, mas o projeto terminou quando tumultos
começaram a surgir nas vizinhanças. O primeiro país cristão não-protestante
a receber a Igreja foi a Rússia, aonde um ministro Adventista foi enviado
em 1886. Em 20 de outubro de 1890, a escuna Pitcairn foi lançada em São
Francisco e logo designada para levar missionários para as ilhas do Pacífico.
Missionários Adventistas do Sétimo Dia entraram pela
primeira vez em países não-cristãos em 1894 Costa Dourada (Gana),
oeste da África, e Matalbeleland, África do Sul. No mesmo ano missionários
vieram a América do Sul, e em 1896 havia representantes no Japão. A Igreja
hoje tem atuação estabelecida em 209 países.
A publicação e distribuição de literaturas foram os
principais fatores no crescimento do movimento do Advento.
A Advent Review e o Sabbath Herald (hoje Adventist Review), órgão
geral de comunicação da Igreja, foram lançados em Paris, Maine, em 1850;
o Youths Instructor em Rochester, Nova Iorque, em 1852; e o Signs
of the Times em Oakland, Califórnia, em 1874. A primeira casa publicadora
denominacional em Battle Creek, Michigan, começou a operar em 1855 e
foi devidamente incorporada em 1861 com o nome de Associação de Publicação
Adventista do Sétimo Dia.
O Instituto de Reforma da Saúde, conhecido mais tarde
como Sanatório Battle Creek, abriu suas portas em 1866, e a obra da sociedade
missionária foi estabelecida a nível estadual em 1872, e 1877 viu a formação
das Associações das Escolas Sabatinas em todo o estado. Em 1903, a sede
da denominação se mudou de Battle Creek, Michigan, para Washington, D.C.,
e em 1989 para Silver Spring, Maryland, aonde ela continua a formar o
nervo central do trabalho sempre em expansão.
Quem são os Adventistas
A Igreja Adventista do Sétimo Dia é uma das igrejas
cristãs que mais crescem no mundo hoje, acrescentando diariamente um
novo membro pelo batismo a cada 50 segundos e organizando cinco novas
congregações a cada dia.
Fé
Os Adventistas baseiam sua fé em Jesus, o Filho
de Deus, irmão de todos, Salvador do mundo, e em Sua palavra,
a Bíblia.
A Bíblia
Embora tenha sido escrita por autores humanos
guiados por Deus, os fundamentos de fé e verdades essenciais
têm sido preservados em Sua palavra. A Bíblia revela o caráter
de Deus e Sua vontade para o comportamento dos homens e mulheres
de hoje, e em toda história do mundo.
Criação
Embora Ele seja o criador do universo, Cristo
criou este planeta em sete dias, incluindo o primeiro homem
e mulher, o meio-ambiente, e um dia da semana para a celebração
e adoração a Deus. Esta história é contada cronologicamente no
começo da Bíblia, mas referências de apoio por toda Bíblia
proporcionam harmonia em toda Palavra de Deus.
O Sábado
A celebração no sétimo dia foi criada por Jesus
para honrar o término de seu trabalho e trazer alegria para os
humanos. Jesus continuou a adorar e celebrar o sétimo dia Sábado
durante Sua vida na Terra, observando assim o quarto dos dez
mandamentos, o qual começa, "Lembra-te." Os adventistas
focalizam suas atividades sabáticas no companheirismo, na comunhão
e na adoração a Deus.
Batismo
Aqueles que escolhem dedicar suas vidas a Deus
e aceitam o Seu poder perdoador seguem o exemplo de Jesus
que foi submergido na água como uma expressão pública de fé na
supremacia de Deus sobre suas vidas.
O Evangelho
Deus o Pai enviou Seu Filho, Jesus, que nasceu
de uma virgem, cresceu até a maturidade ensinando e curando Seu
próximo, sofreu e deu a vida numa cruz, foi sepultado e ressuscitou
da morte ao chamado de Seu Pai. Ele voltou ao céu, aonde Ele
prepara um lar para aqueles que aceitam Sua generosa dádiva.
Por causa de Sua vida sem pecado, morte pelos pecados humanos,
e Sua incrível ressurreição, Jesus abriu um caminho para
homens e mulheres viverem com Ele eternamente.
O Segundo Advento
O cumprimento das profecias e sinais registrados
nas Escrituras indicam que Jesus breve cumprirá Sua promessa
de retornar para aqueles que O têm aceitado como Salvador
e Senhor de suas vidas.
Vida após a Morte
A sepultura é um lugar de inconsciência, descrito
na Bíblia como se as pessoas estivessem dormindo.
Quando Jesus voltar, haverá uma grande ressurreição
daqueles que morreram desde o começo da humanidade. Exatamente
como Ele soprou vida para dentro do primeiro homem e mulher,
Ele irá acordar as pessoas que dormem com nova vida.
Profecia
As profecias Bíblicas revelam o plano de Deus
para o futuro, fornecem significado para hoje e esperança para
as pessoas que têm escolhido servir a Deus. O futuro é sempre
brilhante para os que esperam a segunda vinda de Jesus.
Compromissos
Todos os relacionamentos são importantes - com
Deus, no casamento, na família, em toda a comunidade, ao
redor do mundo e com o meio ambiente.
Saúde
Porque a Bíblia descreve pessoas como sendo "o
templo de Deus", os Adventistas praticam um estilo de vida
temperante e saudável. Eles ensinam que não devemos abusar do
corpo ou participar de qualquer coisa prejudicial a saúde física,
mental ou emocional. Eles se abstêm do álcool, tabaco e outras
drogas prejudiciais. Muitos Adventistas do Sétimo Dia são
vegetarianos, acreditando que carnes e mariscos devam ser
omitidos da dieta
ideal.
Missão
A missão da Igreja Adventista do Sétimo dia é proclamar
para todas as pessoas o evangelho eterno dentro do contexto das
três menssagens angélicas de Apocalipse 14:6-12, levando-as a
aceitar Jesus como Salvador pessoal e unir-se à Sua igreja, e
alimentando-as no preparo para Seu próximo retorno. Isto é realizado
através da pregação, ensino e ministério de cura. A Igreja está alcançando
a população da Terra ainda não atingida através de um programa
mundial de Missão Global.
Comunidade Global
Voluntários ajudam pessoas em sua vizinhança
e em comunidades pelo mundo através de centros comunitários,
auxílio em áreas de catástrofes, e em projetos humanitários e
educacionais de curto prazo por todo o globo. Os membros da igreja
mantêm organizações como ADRA (Adventist Development and Relief
Agency International), a qual fornece necessidades básicas como água,
alimento, vestuário, e cuidados médicos para as pessoas e comunidades
do mundo em necessidade. A Igreja tem uma variedade de programas
para ajudar pessoas de qualquer crença que têm o desejo de superar
distúrbios alimentares, cigarro, alcolismo, e dependência de
narcóticos. Ela fornece vida familiar, cursos de serviços
sociais e acampamentos para jovens.
Educação
Dentro do vasto sistema de educação da igreja,
escolas como a Universidade de Loma Linda de Medicina, um hospital-escola
em Loma Linda, California, continua sendo o primeiro em transplantes
de coração em crianças. Em 1990, Loma Linda inaugurou a primeira
aplicação médica do acelerador de prótons para focalizar um raio
de radiação em tumores malígnos sem perigo de prejudicar os tecidos
saudáveis.
Comunicação
Os Adventistas do Sétimo Dia comunicam esperança
focalizando na qualidade de vida que é completa em Cristo. A
comunicação apoia os objetivos de missão global da Igreja, e
a família mundial de crentes se comunica através de uma variedade
de métodos de mídia e impressão. A Igreja facilita a comunicação
on-line através do SDAs On-line forum no Serviço de Informação
CompuServe, o qual oferece um rico banco de dados para usuários
de computador e prepara programações e informações para rádio,
televisão e transmissões via satélite.
Herança
O nome Adventista do Sétimo Dia realça duas
das características distintas da denominação. Desde que o mundo
começou, homens e mulheres têm observado o sétimo dia Sábado,
e defensores da segunda vinda de Jesus são também bem conhecidos
na história. Os Adventistas do Sétimo Dia traçam sua origem a
um reavivamento espiritual na metade do século 19 baseado em
um estudo renovado das profecias Bíblicas entre diversos grupos
cristãos. A Igreja Adventista do Sétimo Dia foi oficialmente
organizada em 1863 em Battle Creek, Michigan, EUA.
Crenças Fundamentais
Os Adventistas do Sétimo Dia aceitam a Bíblia como seu único credo e
mantêm certas crenças fundamentais como sendo o ensino das Escrituras
Sagradas. Estas
crenças, da maneira como são apresentadas aqui, constituem a compreensão e a
expressão
do ensino das Escrituras por parte da Igreja. Pode haver revisões destas declarações
numa assembléia da Associação Geral, quando a Igreja é levada pelo Espírito Santo
a
uma compreensão mais completa da verdade bíblica ou encontra melhor linguagem
para
expressar os ensinos da Santa Palavra de Deus.
As Escrituras Sagradas
As Escrituras Sagradas, o Velho e Novo Testamentos,
são a Palavra de
Deus escrita, dada por inspiração divina por intermédio de santos homens de Deus
que
falaram e escreveram ao serem movidos pelo Espírito Santo. Nesta Palavra, Deus
transmitiu
ao homem o conhecimento necessário para a salvação. As Escrituras Sagradas são
a
infalível revelação de Sua vontade. Constituem o padrão do caráter, a prova da
experiência, o autorizado revelador de doutrinas e o registro fidedigno dos atos
de Deus
na História. (II S. Pedro 1:20 e 21; II Timóteo 3:16 e 17; Sal. 119:105; Prov.
30:5 e 6;
Isa. 8:20; S. João 10:35; 17:17; I Tess. 2:13; Heb. 4:12).
A Trindade
Há um só Deus: Pai, Filho e Espírito Santo, uma unidade de três pessoas
co-eternas. Deus é imortal, onipotente, onisciente, acima de tudo e sempre
presente. Ele é infinito e está além da compreensão humana, mas é conhecido
por meio
de Sua auto-revelação. Para sempre é digno de culto, adoração e serviço por parte
de
toda a criação. (Deut. 6:4; 29:29; S. Mat. 28:19; II Cor. 13:13; Efés. 4:4-6;
I S. Ped.
1:2; I Tim. 1:17; Apoc. 14:6 e 7).
O Pai
Deus, o Eterno Pai, é o Criador, o Originador, o Mantenedor
e o
Soberano de toda a criação. Ele é justo e santo, compassivo e clemente, tardio
em irar-Se, e grande em constante amor e fidelidade. As qualidades e os poderes
manifestados
no Filho e no Espírito Santo também constituem as revelações do Pai. (Gên. 1:1;
Apoc.
4:11; I Cor. 15:28; S. João 4:8; I Tim. 1:17; Êxo. 34:6 e 7; S. João 14:9).
O Filho
Deus, o Filho Eterno, encarnou-se em Jesus Cristo. Por
meio dEle foram
criadas todas as coisas, é revelado o caráter de Deus, efetuada a salvação da
humanidade e julgado o mundo. Sendo para sempre verdadeiramente Deus, Ele tornou-se
também verdadeiramente Deus, Ele tornou-Se também verdadeiramente homem, Jesus,
o
Cristo. Foi concebido do Espírito Santo e nasceu da virgem Maria.
Viveu, e experimentou a tentação como ser humano, mas
exemplificou perfeitamente a justiça e o amor de Deus. Por Seus milagres
manifestou o poder de Deus e atestou que era o Messias prometido por
Deus.
Sofreu e morreu voluntariamente na cruz por nossos pecados
e em nosso lugar, foi ressuscitado dentre os mortos e ascendeu para ministrar
no santuário celestial em nosso favor. Virá outra vez, em glória, para
o livramento final de Seu povo e a restauração de todas as coisas. (S.
João 1:1-3 e 14; 5:22; Col. 1:15-19; S. João 10:30; 14:9; Rom. 5:18;
6:23; II Cor. 5:17-21; S. Luc. 1:35; Filip. 2:5-11; I Cor. 15:3 e 4;
Heb. 2:9-18; 4:15; 7:25; 8:1 e 2; 9:28; S. João 14:1-3; I S. Ped. 2:21;
Apoc. 22:20).
O Espírito
Santo
Deus, o Espírito Eterno, desempenhou uma parte ativa
com o Pai e o
Filho na Criação, Encarnação e Redenção. Inspirou os escritores das Escrituras.
Encheu de poder a vida de Cristo. Atrai e convence os seres humanos; e os que
se mostram
sensíveis são renovados e transformados por Ele, à imagem de Deus. Enviado pelo
Pai e
pelo Filho para estar sempre com Seus filhos, Ele concede dons espirituais à Igreja,
a habilita a dar testemunho de Cristo e, em harmonia com as Escrituras, guia-a
em toda a
verdade. (Gên. 1:1 e 2; S. Luc. 1:35; II Ped. 1:21; S. Luc. 4:18; Atos 10:38;
II Cor.
3:18; Efés. 4:11 e 12; Atos 1:8; S. João 14:16-18 e 26; 15:26 e 27; 16:7-13;
Rom.
1:1-4).
A Criação
Deus é o Criador de todas as coisas e revelou nas Escrituras
o relato autêntico de Sua atividade criadora.
"Em seis dias fez o Senhor os céus e a Terra" e
tudo que tem vida sobre a Terra, e descansou no sétimo dia dessa primeira
semana. Assim Ele estabeleceu o sábado como perpétuo monumento comemorativo
de Sua esmerada obra criadora. O primeiro homem e a primeira mulher foram
formados à imagem de Deus como obra-prima da Criação, foi-lhes dado domínio
sobre o mundo e atribuiu-se-lhes a responsabilidade de cuidar dele. Quando
o mundo foi concluído, ele era "muito bom", proclamando a glória
de Deus. (Gên. 1; 2; Êxo. 20:8-11; Sal. 19:1-6; 33:6 e 9; 104; Heb. 11:3;
S. João 1:1-3; Col. 1:16 e 17).
A Natureza
do Homem
O homem e a mulher foram formados à imagem de Deus com
individualidade, o poder e a liberdade de pensar e agir. Conquanto tenham
sido criados
como seres livres, cada um é uma unidade indivisível de corpo, mente e alma,
e
dependente de Deus quanto à vida, respiração e tudo o mais. Quando os nossos
primeiros
pais desobedeceram a Deus, eles negaram sua dependência dEle e caíram de sua
elevada
posição abaixo de Deus. A imagem de Deus, neles, foi desfigurada, e tornaram-se
sujeitos à morte. Seus descendentes partilharam dessa natureza caída e de suas
conseqüências.
Eles nascem com fraquezas e tendências para o mal. Mas Deus, em Cristo, reconciliou
consigo o mundo e por meio de Seu Espírito restaura nos mortais penitentes a
imagem de
seu Criador. Criados para a glória de Deus, eles são chamados para amá-Lo e uns
aos
outros, e para cuidar de seu ambiente. (Gên. 1:26-28; 2:7; Sal. 8:4-8: Atos 17:24-28;
Gên. 3; Salm. 51:5; Rom. 5:12-17; II Cor. 5:19 e 20).
O Grande Conflito
Toda a humanidade está agora volvida num grande conflito
entre Cristo
e Satanás, quanto ao caráter de Deus, Sua lei e Sua soberania sobre o Universo.
Este
conflito originou-se no Céu quando um ser criado, dotado de liberdade de escolha,
por
exaltação própria tornou-se Satanás, o adversário de Deus, e conduziu à rebelião
uma parte dos anjos. Ele introduziu o espírito de rebelião neste mundo, ao induzir
Adão
e Eva em pecado. Este pecado humano resultou na deformação da imagem de Deus
na
humanidade, no transtorno do mundo criado e em sua conseqüente devastação por
ocasião
do dilúvio mundial.
Observado por toda a criação, este mundo tornou-se palco
do conflito universal, dentro do qual será finalmente vindicado o Deus
de amor. Para ajudar Seu povo nesse conflito, Cristo envia o Espírito
Santo e os anjos leais, para os guiar, proteger e amparar no caminho
da salvação. (Apoc. 12:4-9; Isa. 14:12- 14; Ezeq. 28:12-18; Gên. 6-8;
II Ped. 3:6; Rom. 1:19-32; 5:19-21; 8:19-22; Heb. 1:4-14; I Cor. 4:9).
A Vida, a
Morte e a Ressurreição de Cristo
Na vida de Cristo, de perfeita obediência à vontade
de Deus, e em Seu
sofrimento, morte e ressurreição, Deus proveu o único meio de expiação do pecado
humano, de modo que os que aceitam esta expiação pela fé possam ter vida eterna,
e toda
a criação compreenda melhor o infinito e santo amor do Criador.
Esta expiação perfeita vindica a justiça da lei de Deus
e a benignidade de Seu caráter; pois ela não somente condena o nosso
pecado, mas também garante o nosso perdão. A morte de Cristo é substituinte
e expiatória, reconciliadora e transformadora. A ressurreição de Cristo
proclama a vitória de Deus sobre as forças do mal, e assegura a vitória
final sobre o pecado e a morte para os que aceitam a expiação. Ela proclama
a soberania de Jesus Cristo, diante do qual se dobrará todo joelho, no
Céu e na Terra. (S. João 3:16; Isa. 53; II Cor. 5:14, 15 e 19-21; Rom.
1:4; 3:25; 4:25; 8:3 e 4; Filip. 2:6-11; I S. João 2:2; 4:10; Col. 2:15).
A Experiência da Salvação
Em infinito amor e misericórdia, Deus fez com que Cristo,
que não
conheceu pecado, Se tornasse pecado por nós, para que nEle fôssemos feitos justiça
de
Deus. Guiados pelo Espírito Santo, sentimos nossa necessidade, reconheçamos nossa
pecaminosidade, arrependemo-nos de nossas transgressões e temos fé em Jesus como
Senhor
e Cristo, como Substituto e Exemplo. Esta fé que aceita a salvação advém do divino
poder da Palavra e é o dom da graça de Deus. Por meio de Cristo somos justificados,
adotados como filhos e filhas de Deus e libertados do domínio do pecado. Por
meio do
Espírito, nascemos de novo e somos santificados; o Espírito renova nossa mente,
escreve
a lei de Deus, a lei de amor, em nosso coração, e recebemos o poder para levar
uma vida santa. Permanecendo nEle, tornamo-nos participantes da natureza divina
e temos a certeza
de salvação agora e no Juízo. (Sal. 27:1; Isa. 12:2; Jonas 2:9; S. João 3:16;
II Cor.
5:17-21: Gál. 1:4; 2:19 e 20; 3:13; 4:4-7; Rom. 3:24-26; 4:25; 5:6-10; 8:1-4,
14, 15, 26
e 27; 10:7; I Cor. 2:5; 15:3 e 4; I S. João 1:9; 2:1 e 2; Efés. 2:5-10; 3:16-19;
Gál.
3:26; S. João 3:3-8; S. Mat. 18:3; I S. Ped. 1:23, 2:21; Heb. 8:7-12).
A Igreja
A Igreja é a comunidade de crentes que confessam a Jesus
Cristo com Senhor e Salvador. Em continuidade do povo de Deus nos tempos
do Velho Testamento, somos chamados para fora deste mundo; e nos unimos
para prestar culto para comunhão, para
instrução na Palavra, para a celebração da Ceia do Senhor, para serviço a toda
humanidade e para a proclamação mundial do evangelho. A igreja recebe sua autoridade
de
Cristo, o qual é a Palavra encarnada, e das Escrituras, que são a Palavras escrita.
A
Igreja é a família de Deus; adotados por Ele como filhos, seus membros vivem
com base no
novo concerto. A Igreja é o corpo de Cristo, uma comunidade de fé, da qual o
próprio
Cristo é a Cabeça.
A Igreja é a Noiva pela qual Cristo morreu para que
pudesse santificá-la e purificá-la. Em Sua volta triunfal, Ele a apresentará a
Si mesmo Igreja gloriosa, os fiéis de todos os séculos, a aquisição de
Seu sangue, sem mácula, nem ruga, porém santa, sem defeito. (Gên. 12:3;
Atos 7:38; S. Mat. 21:43; 16:13-20; S. João 20:21 e 22; Atos 1:8; Rom.
8:15-17; I Cor. 12:13-27; Efés. 1:15 e 23; 2:12; 3:8-11 e 15; 4:11-15).
O Remanescente
e Sua Missão
A Igreja universal se compõe de todos os que verdadeiramente
crêem em
Cristo; mas, nos últimos dias, um tempo de ampla apostasia, um remanescente tem
sido
chamado para fora a fim de guardar os mandamentos de Deus e a fé em Jesus. Este
remanescente anuncia a chegada da hora do Juízo, proclama a salvação por meio
de Cristo
e prediz a aproximação de Seu segundo advento. Esta proclamação é simbolizada
pelos
três anjos do Apocalipse 14; coincide com a obra do julgamento no Céu e resulta
numa
obra de arrependimento e reforma na Terra. Todo crente é convidado a ter uma
parte pessoal neste testemunho mundial. (S. Mar. 16:15; S. Mat. 28:18-20; 24:14;
II Cor. 5:10;
Apoc. 12:17; 14:6-12; 18:1-4; Efés. 5:22-27; Apoc. 21:1-14).
Unidade no
Corpo de Cristo
A Igreja é um corpo com muitos membros, chamados de
nação, tribo,
língua e povo. Em Cristo somos uma nova criação; distinções de raça, cultura
e
nacionalidade, e diferenças entre altos e baixos, ricos e pobres, homens e mulheres,
não
deve ser motivo de dissenções entre nós. Todos somos iguais em Cristo, o qual
por um
só Espírito nos uniu numa comunhão com Ele e uns com os outros; devemos servir
e ser
servidos sem parcialidade ou restrição. Mediante a revelação de Jesus Cristo
nas
Escrituras partilhamos a mesma fé e esperança e estendemos um só testemunho para
todos.
Esta unidade encontra sua fonte na unidade do Deus triúno, que nos adotou como
Seus filhos. (Sal. 133:1; I Cor. 12:12-14; Atos 17:26 e 27; II Cor. 5:16 e 17;
Gál. 3:27-29;
Col. 3:10-15; Efés. 4:1-6; S. João 17:20-23; S. Tiago 2:2-9; I S. João 5:1).
O Batismo
Pelo batismo confessamos nossa fé na morte e ressurreição
de Jesus
Cristo, e atestamos nossa morte para o pecado e nosso propósito de andar em novidade
de vida. Assim reconhecemos a Cristo como Senhor e Salvador, tornamo-nos Seu
povo e somos
aceitos como membros por Sua Igreja. O batismo é um símbolo de nossa união com
Cristo,
do perdão de nossos pecados e de nosso recebimento do Espírito Santo. É por imersão
na água e depende de uma afirmação da fé em Jesus e da evidência de arrependimento
do
pecado. Segue-se à instrução na Escrituras Sagradas e à aceitação de seus ensinos.
(S. Mat. 3:13-16; 28:19 e 20; Atos 2:38; 16:30-33; 22:16; Rom. 6:1-6: Gál. 3:27;
I Cor.
12:13; Col. 2:21 e 13; I S. Ped. 3:21).
A Ceia do
Senhor
A Ceia do Senhor é uma participação nos emblemas do
corpo e do
sangue de Jesus, como expressão de fé nEle, nosso Salvador e Senhor. Nessa experiência
de comunhão, Cristo está presente para encontrar-Se com Seu povo e fortalecê-lo.
Participando da Ceia, proclamamos alegremente a morte do nosso Senhor até que
Ele volte.
A preparação envolve o exame de consciência, o arrependimento e a confissão.
O Mestre
instituiu a cerimônia do lava-pés para representar renovada purificação, para
expressar a disposição de servir um ao outro em humildade semelhante à de Cristo
e para
unir nossos corações em amor. O Serviço da Comunhão é franqueado a todos os crentes
cristãos. (S. Mat. 26:17-30; I Cor. 11:23-30; 10:16 e 17; S. João 6:48-63; Apoc.
3:20;
S. João 13:1-17).
Dons e Ministérios
Espirituais
Deus concede a todos os membros de Sua Igreja, em todas
as épocas, dons espirituais que cada membro deve empregar em amoroso
ministério para o bem comum da Igreja e da humanidade. Sendo outorgados
pela atuação do Espírito Santo, o qual distribui a cada membro como Lhe
apraz, os dons provêem todas as aptidões e ministérios de que a Igreja
necessita para cumprir suas funções divinamente ordenadas. De acordo
com
as Escrituras, esses dons abrangem tais ministérios como a fé, a cura, profecia,
proclamação, ensino, administração, reconciliação, compaixão, e serviço abnegado
e
caridade para ajuda e animação das pessoas. Alguns membros são chamados por Deus
e
dotados pela Espírito para funções reconhecidas pela Igreja em ministérios pastorais,
evangelísticos, apostólicos e de ensino especialmente necessários para habilitar
os
membros para o serviço, edificar a Igreja com vistas à maturidade espiritual
e promover
a unidade da fé e do conhecimento de Deus. Quando os membros utilizam esses dons
espirituais como fiéis despenseiros da multiforme graça de Deus, a Igreja é protegida
contra a influência demolidora de falsas doutrinas, tem um crescimento que provém
de
Deus e é edificada na fé e no amos. (Rom. 12:4-8; I Cor. 12:9-11, 27 e 28; Efés.
4:8 e 11-16; II Cor. 5:14-21; Atos 6:1-7; I Tim. 2:1-3; I S. Ped. 4:10 e 11;
Col. 2:19; S. Mat.
25:31-36).
O Dom de Profecia
Um dos dons do Espírito Santo é a profecia. Este dom é uma
característica da Igreja remanescente e foi manifestado no ministério
de Ellen G. White.
Como a mensageira do Senhor, seus escritos são uma contínua e autorizada fonte
de
verdade e proporcionam conforto, orientação, instrução e correção à Igreja.
Eles também tornam claro que a Bíblia é a norma pela
qual deve ser provado todo o ensino e experiência. (Joel 2:28 e 29; Atos
2:14-21; Heb. 1:1-3; Apoc. 12-17; 19:10).
A Lei de Deus
Os grandes princípios da lei de Deus são incorporados
nos Dez Mandamentos e exemplificados na vida de Cristo. Expressam o amor,
a vontade e os
propósitos de Deus acerca da conduta e das relações humanas, e são obrigatórias
a
todas as pessoas, em todas as épocas. Estes preceitos constituem a base do concerto
de
Deus com Seu povo e a norma no julgamento de Deus. Por meio da atuação do Espírito
Santo, eles apontam para o pecado e despertam o senso da necessidade de um Salvador.
A
Salvação é inteiramente pela graça, e não pelas obras, mas seu fruto é a obediência
aos mandamentos. Essa obediência desenvolve o caráter cristão e resulta numa
sensação
de bem-estar. É uma evidência de nosso amor ao Senhor e de nossa solicitude por
nossos
semelhantes. A obediência da fé demonstra o poder de Cristo para transformar
vidas, e
fortalece, portanto, o testemunho cristão. (Êxo. 20:1-17; S,. Mat. 5:17; Deut.
28:1-14;
Sal. 19:7-13; S. João 14:15; Rom. 8:1-4; I S. João 5:3; S. Mat. 22:36-40; Efés.
2:8).
O Sábado
O bondoso Criador, após os seis dias da Criação, descansou
no
sétimo dia e instituiu o sábado para todas as pessoas, como memorial da Criação.
O
quarto mandamento da lei de Deus requer a observância deste sábado do sétimo
dia como
dia de descanso, adoração e ministério, em harmonia com o ensino e a prática
de Jesus,
o Senhor do sábado. O sábado é um dia de deleitosa comunhão com Deus e uns com
os
outros.
É um símbolo de nossa redenção em Cristo, um sinal de
nossa santificação, uma prova de nossa lealdade e um antegozo de nosso
futuro eterno no reino de Deus. O sábado é um sinal perpétuo do eterno
concerto de Deus com Seu povo. A prazerosa observância deste tempo sagrado
duma tarde a outra tarde, do por-do-sol ao por-do-sol, é uma celebração
dos atos criadores e redentores de Deus. (Gên. 2:1-3; Êxo. 20:8-11; 31:12-17;
S. Luc. 4:16; Heb. 4:1- 11; Deut. 5:12-15; Isa. 56: 5 e 6; 58:13 e 14;
Lev. 23:32; S. Mar. 2:27 e 28).
Mordomia
Somos despenseiros de Deus, responsáveis a Ele pelo
uso apropriado do
tempo e das oportunidades, posses, e das bênçãos da Terra e seus recursos, que
Ele colocou sob o nosso cuidado. Reconhecemos o direito de propriedade da parte
de Deus por
meio do fiel serviço a Ele e a nossos semelhantes, e devolvendo os dízimos e
dando
ofertas para a proclamação de Seu evangelho e para a manutenção e o crescimento
de Sua
Igreja. A mordomia é um privilégio que Deus nos concede para o desenvolvimento
no amor e
para a vitória sobre o egoísmo e a cobiça. O mordomo se regozija nas bênçãos
que
advêm aos outros como resultado de sua fidelidade (Gên. 1:26-28; 2:15; Ageu 1:3-11;
Mal.
3:8-12; S. Mat. 23:23; I Cor. 9:9-14).
Conduta Cristã
Somos chamados para ser um povo piedoso que pensa, sente
e age de
acordo com os princípios do Céu.
Para que o Espírito recrie em nós o caráter de nosso
Senhor, nós só nos envolvemos naquelas coisas que produziram em nossa
vida pureza, saúde, e alegria semelhantes às de Cristo. Isto significa
que nossas diversões e entretenimentos devem corresponder aos mais altos
padrões de gosto e beleza cristãos.
Embora reconheçamos diferenças culturais, nosso vestuário
deve ser simples, modesto e de bom gosto, apropriado àqueles cuja verdadeira
beleza não consiste no adorno exterior, mas no ornamento imperecível
de um espírito manso e tranqüilo. Significa também que, sendo o nosso
corpo o templo do Espírito Santo, devemos cuidar dele inteligentemente.
Junto com adequado exercício e repouso, devemos adotar alimentação mais
saudável possível e abster-nos dos alimentos imundos identificados nas
Escrituras. Visto que as bebidas alcóolicas, o fumo e o uso irresponsável
de medicamentos e narcóticos são prejudiciais a nosso corpo, também devemos
abster-nos dessas coisas. Em vez disso, devemos empenhar-nos em tudo
que submeta nossos pensamentos e nosso corpo à disciplina de Cristo,
o qual deseja nossa integridade, alegria e bem-estar. (I S. João 2:6;
Efés. 5:1-13; Rom. 12:1 e 2; I Cor. 6:19 e 20; 10:31; I Tim. 2:9 e 10;
Lev. 11:1-47; II Cor. 7:1; I S. Ped. 3:1-4; II Cor. 10:5; Filip. 4:8).
Casamento
e Família
O casamento foi divinamente estabelecido no Éden e confirmado
por
Jesus como união vitalícia entre um homem e uma mulher, em amoroso companheirismo.
Para
o cristão, o compromisso matrimonial é com Deus bem como com o cônjuge, e só deve
ser
assumido entre parceiros que partilham da mesma fé.
Mútuo amor, honra, respeito e responsabilidade constituem
a estrutura dessa relação, a qual deve refletir o amor, a santidade,
a intimidade e a constância da relação entre Cristo e Sua Igreja. No
tocante ao divórcio, Jesus ensinou que a pessoa que se divorcia do cônjuge,
a não ser por causa de fornicação, e casar-se com outro, comete adultério.
Conquanto algumas relações de família fiquem aquém do ideal, os consortes
que se dedicam inteiramente um ao outro, em Cristo, podem alcançar amorosa
unidade por meio da orientação do Espírito e a instrução da Igreja. Deus
abençoa a família e tenciona que seus membros ajudem um ao outro a alcança
completa maturidade. Os pais devem educar os seus filhos a amar o Senhor
e a obedecer-Lhe. Por seu exemplo e suas palavras, que Cristo é um disciplinador
amoroso, sempre terno e solícito, desejando que eles se tornem membros
de Seu corpo, a família de Deus.
Crescente intimidade familiar é um dos característicos
da mensagem final do evangelho. (Gên. 2:18-25; Deut. 6:5-9; S. João 2:1-11;
Efés. 5:21-33; S. Mat. 5:31 e 32; 19:3-9; Prov. 22:6; Efés. 6:1-4; Mal.
4:5 e 6; S. Mar. 10:11 e 12; S. Luc. 16:18; I Cor 7:10 e 11).
O Ministério
de Cristo no Santuário Celestial
Há um santuário no Céu, o verdadeiro tabernáculo que
o Senhor
erigiu, não o homem. Nele Cristo ministra em nosso favor, tornando acessíveis
aos crente
os benefícios de Seu sacrifício expiatório, oferecido uma vez por todas, na cruz.
Ele
foi empossado como nosso grade Sumo-sacerdote e começou Seu ministério intercessório
por ocasião de Sua ascensão. Em 1844, no fim do período profético dos 2300 dias,
Ele
iniciou a segunda e última etapa de Seu ministério expiatório. É uma obra de
juízo
investigativo, a qual faz parte da eliminação final de todo o pecado, prefigurada
pela
purificação do antigo santuário hebraico no Dia da Expiação. Nesse serviço típico,
o santuário era purificado com o sangue do sacrifício de animais vivos, mas as
coisas
celestiais são purificadas com o perfeito sacrifício do sangue de Jesus. O juízo
investigativo revela aos seres celestiais quem dentre os mortos dorme em Cristo,
sendo,
portanto, nEle, considerado digno de ter parte na primeira ressurreição. Também
torna manifesta quem, dentro vivos permanece em Cristo, guardando os mandamentos
e a fé de
Jesus, estando, portanto, nEle, preparado para a transladação ao Seu reino eterno.
Esse
julgamento vindica a justiça de Deus em salvar os que crêem em Jesus. Declara
que os que
permanecem leais a Deus, receberão o reino. A terminação do ministério de Cristo
assinalará o fim do tempo da graça para os seres humanos, antes do Segundo Advento.
(Heb. 1:3; 8:1-5; 9:11-28; Dan. 7:9-27; 8:13 e 14; 9:24- 27; Núm. 14:34; Ezeq.
4:6; Mal.
3:1; Lev. 16; Apoc. 14:12; 20:12; 22:12).
A Segunda
Vinda de Cristo
A segunda vinda de Cristo é a bendita esperança da Igreja,
o grande
ponto culminante do evangelho. A vinda do Salvador será literal, pessoal, visível
e
universal. Quando Ele voltar, os justos falecidos serão ressuscitados e, juntamente
com
os justos que estiverem vivos, serão glorificados e levados para o Céu, mas os ímpios
irão morrer. O cumprimento quase completo da maioria dos aspectos da profecia,
bem como a
condição atual do mundo, indica que a vinda de Cristo é iminente. O tempo exato
desse
acontecimento não foi revelado, e somos portanto exortados a estar preparados
em todo o
tempo. (Tito 2:13; S. João 14:1-3; Atos 1:9- 11; I Tess. 4:16 e 17; I Cor. 15:51-54;
II Tess. 2:8; S. Mat 24; S. Mar. 13; S. Luc. 21; II Tim. 3:1- 5; Joel 3:9-16;
Heb. 9:28).
Morte e Ressurreição
O salário do pecado é a morte. Mas Deus, o único que é imortal,
concederá vida eterna a Seus remidos.
Até aquele dia, a morte é um estado inconsciente para
todas as pessoas. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, os
justos ressuscitados e os justos vivos serão glorificados e arrebatados
para o encontro de seu Senhor. A segunda ressurreição, a ressurreição
dos ímpios ocorrerá 1000 anos mais tarde. (I Tim. 6:15 e 16; Rom. 6;23;
I Cor. 15:51-54; Ecles. 9:5 e 6; Sal. 146:4; I Tess. 4:13-17; Rom. 8:35-39;
S. João 5:28 e 29; Apoc. 20:1-10; S. João 5:24).
O Milênio e o Fim do Pecado
O milênio é o reinado de mil anos de Cristo de Seus santos, no Céu,
entre a primeira e a segunda ressurreições. Durante esse tempo serão julgados os
ímpios mortos; a Terra estará completamente desolada, sem habitantes humanos com vida,
mas ocupada por Satanás e seus anjos. No fim desse período, Cristo com Seus santos e a
Cidade Santa descerão do Céu à Terra. Os ímpios mortos serão então ressuscitados e,
com Satanás e seus anjos, cercarão a cidade; mas o fogo de Deus os consumirá e
purificará a Terra. O universo ficará assim eternamente livre do pecado e dos pecadores.
(Apoc. 20; Zac. 14:1-4; Jer. 4:23-26; I Cor. 6; II S. Ped. 2:4; Ezeq. 28:18; II Tess.
1:7-9; Apoc. 19:17, 18 e 21).
A Nova Terra
Na Nova Terra, em que habita justiça, Deus proverá um lar eterno para
os remidos e um ambiente perfeito para vida, amor, alegria, e aprendizado eternos, em Sua
presença. Pois aqui o próprio Deus habitará com o Seu povo, e o sofrimento e a morte
terão passado. O grande conflito estará terminado e não mais existirá pecado. Todas as
coisas, animadas e inanimadas, declaram que Deus é amor; e Ele reinará para todo o
sempre. Amém. (II S. Ped. 3:13; Gên. 17:1-8; Isa. 35; 65:17-25; S. Mat. 5:5; Apoc.
21:1-7; 22:1-5; 11:15).
Estrutura e Administração da Igreja
A Igreja Adventista do Sétimo Dia está organizada em uma forma
representativa de governo. Isto significa que a autoridade na Igreja repousa sobre o
membro, que delega a responsabilidade executiva a oficiais e entidades representativas
para dirigirem a Igreja. Esta forma de governo reconhece também a igualdade da
ordenação de todo o ministério. Há quatro níveis constituintes que levam desde o
crente individual até à organização mundial da obra da Igreja:
I.A igreja local, que é um corpo unido de crentes individuais.
II.A Associação ou Missão local, que é um corpo unido de igrejas
num estado, província ou território local.
III.A União-Associação ou União-Missão, que é um corpo unido de
associações ou missões dentro de um território maior.
IV.A Associação Geral, a maior unidade de organização, que engloba
todas as uniões em todas as partes do mundo. As Divisões são seções da Associação
Geral, com responsabilidade administrativa apontada para uma determinada área
geográfica.
Dentro desses quatro níveis de constituição opera uma variedade de
instituições. Em sua missão mundial os Adventistas se preocupam com o indivíduo em seu
todo e tem desenvolvido instituições educacionais, de saúde, de publicações, entre
outras. As diversas unidades da Igreja mundial, quer sejam elas congregações,
associações, instituições de saúde e publicações, escolas e outras organizações,
todas encontram sua unidade organizacional na Associação Geral dos Adventistas do
Sétimo Dia na qual encontram representatividade.
A Associação Geral é a mais alta organização na administração de
nossa obra mundial, criando muitas vezes organizações subordinadas para promover
interesses específicos em várias regiões do mundo; compreende-se pois, que todas as
organizações e instituições subordinadas em todo o mundo, reconheçam a Associação
Geral em assembléia, e a Comissão Executiva no intervalo das assembléias, como a mais
alta autoridade, abaixo de Deus, entre nós. Quando surgem diferenças nas organizações
e instituições, ou entre as mesmas, é apropriado apelar para a organização que se
lhes segue em superioridade, até alcançar a Associação Geral em assembléia, ou no
concílio anual da Comissão Executiva. No ínterim entre essas assembléias, a Comissão
Executiva constituirá o corpo de autoridade final em todas as questões em que se possa
desenvolver uma divergência de ponto de vista, e a decisão dessa Comissão controlará
esses pontos controvertidos; essa decisão, porém, poderá ser revista numa assembléia
da Associação Geral ou num concílio anual da Comissão Executiva.