No Brasil, chegou com os imigrantes japoneses do Kasato-Maru,
oficialmente o primeiro navio a aportar em Santos trazendo trabalhadores. Em quase nove
décadas, a filosofia oriental de busca da iluminação, fundada na história e
ensinamentos do Buda, conseguiu converter um considerável número de adolescentes
brasileiros.
O Buda e sua obra
O termo "Buda" é um título, não um nome próprio.
Significa "aquele que sabe", ou "aquele que despertou", e se aplica a
alguém que atingiu um superior nível de entendimento e a plenitude da condição humana.
Foi aplicado, e ainda o é, a várias pessoas excepcionais que atingiram um tal grau de
elevação moral e espiritual que se tranformaram em mestres de sabedoria no oriente, onde
se seguem os preceitos budistas. Porém o mais fulgurante dos budas, e também o real
fundador do budismo, foi um ser de personalidade excepcional, chamado Sidarta Gautama.
Siddharta Gautama, o Buddha, nasceu no século VI a. C. (em torno de
556 a. C.), em Kapilavastu, norte da Índia, no atual Nepal. Ele era de linhagem nobre,
filho do rei Suddhodana e da rainha Maya. Logo depois de nascido, Sidarta foi levado a um
templo para se apresentado aos sacerdotes, quando um velho sábio, chamado Ansita, que
havia se retirado à uma vida de meditação longe da cidade, aparece, toma o menino nas
mãos e profetiza: "este menino será grande entre os grandes. Será um poderoso rei
ou um um mestre espiritual que ajudará a humanidade a se libertar de seus
sofrimentos". Suddhodana, muito impressionado com a profecia, decide que seu filho
deve seguir a primeira opção e, para evitar qualquer coisa que lhe pudesse influenciar
contrariamente, passa a criar o filho longe de qualquer coisa que lhe pudesse despertar
qualquer interesse filosófico e espiritual mais aprofundado, principalmente mantendo-o
longe das misérias e sofrimentos da vida que se abatem sobre o comum dos mortais. Para
isso, seu pai faz com que viva cercado do mais sofisticado luxo.
Aos dezesseis anos, Sidarta casa-se com sua prima, a bela Yasodhara,
que lhe deu seu único filho, Rahula, e passa a vida na corte, desenvolvendo-se
intelectual e fisicamente, alheio ao convívio e dos problemas da população de seu
país. Mas o jovem príncipe era perspicaz, e ouvia os comentários que se faziam sobre a
dura vida fora dos portões do palácio. Chegou a um ponto em que ele passou a desconfiar
do porquê de seu estilo de vida, e sua curiosidade ansiava por descobrir por que as
referências ao mundo de fora pareciam ser, às vezes, carregadas de tristeza.
Contrariamente à vontade paterna - que tenta forjar um meio de Sidarta não perceber
diferença alguma entre seu mundo protegido e o mundo externo -, o jovem príncipe, ao
atrevessar a cidade, se detém diante ante a realidade da velhice, da doença e da morte.
Sidarta entra em choque e profunda crise existencial. De repente, toda a sua vida parecia
ser uma pintura tênue e mentirosa sobre um abismo terrível de dor, sofrimento e perda a
que nem mesmo ele estava imune. Sua própria dor o fez voltar-se para o problema do
sofrimento humano, cuja solução tornou-se o centro de sua busca espiritual. Ele viu que
sua forma de vida atual nunca poderia lhe dar uma resposta ao problema do sofrimento
humano, pois era algo artificialmente arranjado. Assim, decidiu, aos vinte e nove anos,
deixar sua família e seu palácio para buscar a solução para o que lhe afligia: o
sofrimento humano.
Sidarta, certa vez, em um dos seus passeios onde acabara de conhecer os
sofrimentos inevitáveis do homem, encontrara-se com um monge mendicante. Ele havia
observado que o monge, mesmo vivendo miseravelmente, possuía um olhar sereno, como de
quem estava tranquilo diante dos revezes da vida. Assim, quando decidiu ir em busca de sua
iluminação, Gautama resolveu se juntar a um grupo de brâmanes dedicados a uma severa
vida ascética. Logo, porém, estes exercícios mortificadores do corpo demonstraram ser
algo inútil. A corda de um instrumento musical não pode ser retesada demais, pois assim
ela rompe, e nem pode ser frouxa demais, pois assim ela não toca. Não era mortificando o
corpo, retesando ao extremo os limites do organismo, que o homem chega à compreensão da
vida. Nem é entregando-se aos prazeres excessivamente que chegará a tal. Foi ai que
Sidarta chegou ao seu conceito de O Caminho do Meio: buscar uma forma de vida disciplinada
o suficiente para não chegar à completa indulgência dos sentidos, pois assim a pessoa
passa a ser dominada excessivamente por preocupações menores, e nem à autotortura, que
turva a consciência e afasta a pessoa do convívio dos seus semelhantes. A vida de
provações não valia mais que a vida de prazeres que havia levado anteriormente. Ele
resolve, então, renunciar ao ascetismo e volta a se alimentar de forma equilibrada. Seus
companheiros, então, o abandonam escandalizados.
Sozinho novamente, Sidarta procura seguir seu próprio caminho,
confiando apenas na própria intuição e procurando se conhecer a si mesmo. Ele procurava
sentir as coisas, evitando tecer qualquer conceitualização intelectual excessiva sobre o
mundo que o cercava. Ele passa a atrair, então, pessoas que se lhe acercam devido a
pureza de sua alma e tranquilidade de espírito, que rompiam drasticamente com a vaidosa e
estúpida divisão da sociedade em castas rígidas que separavam incondicionalmente as
pessoas a partir do nascimento, como hoje as classes sociais e dividem estupidamente a
partir da desigual divisão de renda e, ainda mais, de berço.
Diz a lenda - e lendas, assim como mitos e parábolas, resumem poética
e figuradamente verdades espirituais e existenciais - que Sidarta resolve meditar sob a
proteção de uma figueira, a Árvore Bodhi. Lá o demônio, que representa simbolicamente
o mundo terreno das aparências sempre mutáveis que Gautama se esforçava por superar,
tenta enredá-lo em dúvidas sobre o sucesso de sua tentativa de se por numa vida
diferente da de seus semelhantes, ou seja, vem a dúvida sobre o sentido disso tudo que
ele fazia. Sidarta logo se sai dessa tentativa de confundi-lo com a argumentação interna
de que sua vida ganhou um novo sentido e novos referenciais com sua escolha, que o faziam
centrar-se no aqui e agora sem se apegar a desejos que lhe causaria ansiedade. Ele tinha
tudo de que precisava, como as aves do céu tinham da natureza seu sustento, e toda a
beleza do mundo para sua companhia. Mas Mara, o demônio, não se deu por vencido, e,
ciente do perigo que aquele sujeito representava para ele, tenta convencer Sidarta a
entrar logo no Nirvana - estado de consciência além dos opostos do mundo físico -
imediatamente para evitar que seus insights sobre a vida sejam passados adiante. Aí é
possível que Buda tenha realmente pensado duas vezes, pois ele sabia o quanto era
difícil as pessoas abandonarem seus preconceitos e apegos a um mundo resumido, por elas
mesmas, a experiências sensoriais. Tratava-se de uma escolha difícil para Sidarta: o
usufruto de um domínio pessoal de um conhecimento transcendente, impossível de expor
facilmente em palavras, e uma dedicação ao bem-estar geral, entre a salvação pessoal e
uma árdua tentativa de partilhar o conhecimento de uma consciência mais elevada com
todos os homens e mulheres. Por fim, Sidarta compreendeu que todas as pessoas eram seus
irmãos e irmãs, e que estavam enredados demais em ilusórias certezas para que
conseguissem, sozinhos, uma orientação para onde deviam ir. Assim, Sidarta, o Buda,
resolve passar adiante seus conhecimentos. Quando todo o seu poder argumentativo e lógico
de persuasão falham, Mara, o mundo das aparências, resolve mandar a Sidarta suas três
sedutoras filhas: Desejo, Prazer e Cobiça, que apresentam-se como mulheres cheias de
ardor e ávidas de dar e receber prazer, e se mostram como mulheres em diferentes idades
(passado, presente e futuro). Mas Sidarta sente que atingiu um estágio em que estas
coisas se apresentam como ilusórias e passageiras demais, não sendo comparáveis ao
estado de consciência mais calma e de sublime beleza que havia alcançado.
Buda vence todas as tentativas de Mara, e este se recolhe, à espreita
de um momento mais oportuno para tentar derrotar o Buda, perseguindo-o durante toda a sua
vida como uma sombra, um símbolo do extremo do mundo dos prazeres.
Sidarta transformou-se no Buda em virtude de uma profunda
transformação interna, psicológica e espiritual, que alterou toda a sua perspectiva de
vida. "Seu modo de encarar a questão da doença, velhice e morte mudou porque ele
mudou" (Fadiman & Frager, 1986).
Tendo atingido sua iluminação, Buda passa a ensinar o Dharma, isto
é, o caminho que conduz à maturação cognitiva que conduz à libertação de boa parte
do sofrimento terrestre. Eis que o número de discípulos aumenta cada vez mais, entre
eles, seu filho e sua esposa. Os quarenta anos que se seguiram são marcadas pelas
intermináveis peregrinações, sua e de seus discípulos, através das diversas regiões
da Índia. Quando completa oitenta anos, Buda sente seu fim terreno se aproximando. Deixa
instruções precisas sobre a atitude de seus discípulos a partir de então: "Por
que deveria deixar instruções concernentes à comunidade ? Nada mais resta senão
praticar, meditar e propagar a Verdade por piedade do mundo, e para maior bem dos homens e
dos deuses. Os mendicantes não devem contar com qualquer apoio exterior, devem tomar o Eu
- self - por seguro refúgio, a Lei Eterna como refúgio... e é por isso que vos deixo,
parto, tendo encontrado refúgio no Eu".
Buda morreu em Kusinara, no bosque de Mallas, Índia. Sete dias depois
seu corpo foi cremado e suas cinzas dadas as pessoas cujas terras ele vivera e morrera.
Principais Pontos da Doutrina de Buda
Temporalidade
A única constante universal é a mudança. Nada do que é físico dura
para sempre; tudo está em fluxo em determinado momento. Isto também se aplica a
pensamentos e idéias que não deixam de ser influenciados pelo mundo físico. Isto
implica que não pode haver uma autoridade suprema ou uma verdade permanente, pois nossa
percepção muda de acordo com os tempos e grau de desenvolvimento filosófico e moral. O
que existem são níveis de compreensão mais adequados para cada tempo e lugar. Uma vez
que as condições e as aspirações, bem como os paradigmas, mudam, o que parece ser toda
a verdade numa época é visto como imperfeita tentativa de se aproximar de algo noutra
época. Nada, nem mesmo Buda, pode tornar-se fixo. Buda é mudança.
Desprendimento
Já que tudo o que parece existir de fato apenas flui, como nuvens,
também é verdade que tudo o que é composto também se dissolve. A pessoa deve viver no
mundo, utilizar-se do mundo, mas não deve se apegar ao mundo.
Deve ser alguém que saiba utilizar-se do instrumento sem se
identificar com o instrumento. Deve também ter a consciência de que seu próprio ego
também se transforma com o tempo. Somente o self, o Atman imortal permanece, mesmo assim
se desenvolvendo eternamente através das reencarnações e através dos mundos.
Insatisfação ou sofrimento
O problema básico da existência é o sofrimento, que não é um
atributo de algo externo, mas sim numa percepção limitada que advém da adoção de uma
visão de mundo defeituosa adotada pelas pessoas. Como disse Jesus: "apenas quem se
faz como uma criança pode entrar no reino dos céus", pois as crinças não se
prendem ao passado nem se preocupam com um futuro. Elas vivem o presente e são
autênticas com o que sentem, até o dia em que a cultura as fazem comer do "fruto da
árvore do conhecimento do bem e do mal", enchendo-as de preconceitos e ansiedades
que as expulsam do paraíso. Os ensinamentos budistas - e de todos os grandes Mestres da
humanidade - são caminhos propostos para nos ajudar a transcender nosso senso comum
egoísta para se atingir um senso de relativa satisfação conosco e com o mundo. Se o
sofrimento é fruto da percepção individual, algo pode ser feito para amadurecer esta
percepção, através do autoconhecimento: "Projetistas fazem canais, arqueiros airam
flechas, artífices modelam a madeira e o barro, o homem sábio modela-se a si
mesmo".
As Quatro Nobres Verdades
I - Dado o estado psicológico do homem comum, voltando seu
desenvolvimento para o mundo externo de modo agressivo, a insatisfação que gera o
sofrimento é quase inevitável.
II - A insatisfação é o resultado de anseios ou desejos que não
podem ser plenamente realizados, e estão atrelados à sede de poder. A maioria das
pessoas é incapaz de aceitar o mundo como é porque é levada pelos vínculos com o
desejo narcisivo do sempre agradável e com sentimentos de aversão pelo negativo e
doloroso. O anseio sempre cria uma estrutura mental instável, no qual o presente, única
realidade fenomênica, nunca é satisfatório. Se os desejos não são satisfeitos, a
pessoa tende a lutar para mudar o presente ou agarra-se a um tempo passado; se são
satisfeitos, a pessoa tem medo da mudança, o que acarreta novas frustrações e
insatisfações. Como tudo se transforma e passa, o desfrutar de uma realização tem a
contrapartida de que sabemos que não será eterno. Quanto mais intenso for o desejo, mais
intensa será a insatisfação ao saber que tal realização não irá durar.
III - O controle dos desejos leva à extinção do sofrimento.
Controlar o desejo não significa extinguir todos os desejos, mas sim não estar amarrado
ou controlado por eles, nem condicionar ou acreditar que a felicidade está atrelada a
satisfação de determinados desejos. Os desejos são normais e necessários até certo
ponto, pois eles têm a função primária de preservar a vida orgânica. Mas se todos os
desejos e necessidades são imediatamente satisfeitas, é provável que passemos a um
estado passivo e alienado de complacência. A aceitação refere-se a uma atitude calma de
desfrute dos desejos realizados sem nos perturbarmos seriamente com os inevitáveis
períodos de insatisfação.
IV - Há uma forma de se eliminar o sofrimento: O Nobre Caminho
Óctuplo, exemplificado pelo Caminho do Meio.
A maioria das pessoas busca o mais alto grau de satisfação dos
sentidos, e nunca se dão por satisfeitas. Outros, ao contrário, percebem as limitações
desta abordagem e tendem ir ao outro prejudicial extremo: a mortificação. O ideal
budista é o da moderação. O Caminho Óctuplo consiste no discurso, ação, modo de
vida, esforço, cautela, concentração, pensamento e compreensão adequados. Todas as
ações, pensamentos, etc, tendem a ser forças que, expressando-se, podem magoar as
pessoas e a ferir e limitar a nós mesmo. O caminho do meio segue a máxima de ouro de
Jesus Cristo: "Fazei aos outros o que gostariam que fizessem a vós".
A Psicologia Budista
O físico Fritjof Capra, em seu livro O Tao da Física, nos fala que o
budismo - ao contrário do hinduísmo que lhe serviu de preparação e que possui um forte
colorido mitológico e ritualístico - tem um caráter e um "sabor"
eminentemente psicológicos. Segundo Capra, "Buda não estava interessado em
satisfazer a curiosidade humana acerca da origem do mundo, da natureza do Divino ou
questões desse gênero. Ele estava preocupado exclusivamente com a situação humana, com
o sofrimento e frustrações dos seres humanos. Sua doutrina, portanto, não era
metafísica; era uma psicoterapia. Buda indicava a origem das frustrações humanas e a
forma de superá-las. Para isso, empregou os conceitos indianos tradicionais de maya,
karma, nirvana, etc., atribuindo-lhes uma interpretação psicológica renovada, dinâmica
e diretamente pertinente." (Capra, 1986, p. 77). Ele havia dedicado-se a um aspecto
da evolução humana: a autocompreensão para por fim ao sofrimento humano, e só a este
aspecto se dedicara.
A questão da causalidade em Buda, assim como em Freud, na psicologia
ocidental, é um dos elementos principais de seus ensinamentos. Esta é chamada de karma,
que significa ação, e representa a lei universal de causa e efeito em que o resultado de
uma ação mais cedo ou mais tarde acaba por retornar a quem a praticou. Jesus certamente
se refere à mesma lei universal quando fala: "Colherás aquilo que semeares".
De acordo com o budismo, qualquer situação em que possamos nos encontrar em dado momento
é a resultante de toda a nossa história pregressa, em cuja corrente histórica nos
lançamos até atingir o estado atual; isto quer dizer que dispomos constantemente da
oportunidade de aprender as lições para enriquecer nosso crescimento e evolução
espiritual. Corretamente entendida, a doutrina do karma não é, como supõem alguns, uma
forma de evitar uma ação responsável, nem uma desculpa para a aceitação das coisas
tais como estão, mas um incentivo para aproveitar o presente da forma mais criativa e
positiva possível; toda experiência vivencial se converte em um empurrão para diante na
nossa jornada para a compreensão de nós mesmos.
"O que hoje somos deve-se aos nossos pensamentos de ontem que
condicionaram nosso comportamento, e são os nossos atuais pensamentos que constroem a
nossa vida de amanhã; a nossa vida é a criação de nossa mente. Se um homem fala ou
atua com a mente impura, o sofrimento lhe seguirá da mesma forma que a roda do carro
segue ao animal que o arrasta". (Buda)
Comparemos este pensamento acima, do Buda, com este de Jesus:
"O olho - o modo como vemos, interpretamos, a realidade - é a
lâmpada do corpo. Se teu olho é bom, todo o teu corpo se encherá de luz. Mas se ele é
mau, todo teu corpo se encherá de escuridão. Se a luz que há em ti está apagada,
imensa é a escuridão".
Nada existe que não esteja relacionado com a sua própria causa. Carma
é uma lei natural, existente em toda parte. A semente que cai no solo fértil e germina
está obedecendo ao carma. O som que é produzido pela vibração de ar no interior da
flauta é fruto de um carma físico. A complexa organização e beleza da vida é algo que
demonstra uma sutil interelação entre todos os fenômenos naturais e mentais. Daí os
budistas desenvolverem uma visão de mundo como uma infinita "Teia de Rubis", em
que todos os brilhantes e todas as gemas preciosas, por menores que sejam, refletem todas
as demais: uma analogia surpreendentemente do pensamento holístico atualmente muito em
voga, e aceitável plenamente à luz das mais recentes descobertas da física quântica.
Buda e Jesus
Desde o século passado que estudiosos apontam as surpreendentes
semelhanças entre os ensinamentos de Buda e Jesus. É como se Deus tivesse posto duas
vertentes de uma mesma fonte adequadamente apropriadas para o mundo Ocidental e Oriental.
Vejas alguns exemplos:
Buda:
É mais fácil ver os erros dos outros que os próprios; é muito
difícil enxergar os próprios defeitos.
Espalham-se os defeitos dos outros como palha ao vento, mas escondem-se
os próprios erros como um jogador trapaceiro"
Jesus:
Por que olhas o cisco no olho de teu irmão e não vês a trave no teu?
Como ousas dizer a teu irmão: 'Deixa-me tirar o cisco de teu olho,
pois sei corrigir teu erro de visão'? Hipócrita, tira primeiro o engano de tua visão, e
só então poderás tirar o cisco de teu companheiro".
Buda:
"Não importa o que um homem faça, se seus atos servem à virtude
ou ao vício, tudo é importante. Toda ação acarreta frutos"
Jesus:
"Não pode a árvore boa dar maus frutos, nem a árvore má dar
bons frutos. Porventura colhem-se figos de espinheiros ou ervas de urtigas? Toda árvore
se conhece pelos frutos".
Buda:
A pessoa má fala com falsidade, acorrentando os pensamentos às
palavras. Aquele que fala mal e rejeita o que é verdadeiramente justo não é
sábio".
Jesus:
O homem bom tira coisas boas do tesouro do coração, e o mau retira
coisas más, pois a boca fala do que está cheio o coração".
Buda:
Assim como a chuva penetra numa casa mal coberta, também a paixão
invade uma mente dispersa. Assim como a chuva não penetra numa casa bem coberta,
igualmente a paixão não invade uma mente bem formada".
Jesus:
Todo aquele que ouve as minhas palavras e as põe em prática é como
um homem que construiu uma casa sobre a rocha. Caiu a chuva, uma torrente se abateu sobre
a casa, mas ela não caiu, pois estava fundada sobre a rocha. Mas aquele que ouve as
minhas palavras mas não as pratica é semelhante a um homem que construiu sua casa na
areia. Veio a chuva, a torrente se abateu sobre ela, e ela desabou. E foi grande a sua
ruína".
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