A falta singular de lideres
religiosos que caracteriza a Grécia e Roma, é também aparente na Europa setentrional,
entre os irlandeses seus primos arianos os povos teutônicos e escandinavos.
A estirpe ariana, ao
espalhar-se para ocidente, parecera estéril no tocante à produção de profetas,
porquanto os povos conhecidos mais tarde em vários países sob os nomes de alemães,
noruegueses, dinamarqueses, irlandeses e anglo-saxões, jamais tiveram gênios religiosos
para conduzi-los do animismo e politeísmo para um elevado monoteísmo ético.
Os povos de todos esses
países são hoje monoteístas éticos, devido à sua conversão, realizada há muito
tempo por missionários cristãos.
Existem sobrevivências do
primitivo, mesmo entre cristãos dos países de língua inglesa, como os seus dias da
semana Tuesday, Wednesday, Thursday e Friday, originados dos velhos deuses
escandinavos ""Tiw", "Woden", "Thor" e
"Frigg". Outra sobrevivência é a denominação da festa primaveril cristã,
derivada da deusa teutônica da primavera.
Quando estudamos os deuses
escandinavos, notamos-lhes as singulares semelhanças com os gregos e romanos. São
extraordinariamente humanos. Algum têm mau humor; a maioria é de glutões; uns agudos,
enquanto outros, facilmente enganados.
Aos grandes deuses
juntavam-se os semi-deuses, espíritos e demônios. Os velhos teutões moravam num mundo
de pigmeus e duendes, gigantes e feiticeiros. O próprio cristianismo não logrou expulsar
do norte da Europa a crença em vários espíritos, restando ainda entre o povo comum
certos costumes religiosos primitivos. Os contos de fadas de Grimm perpetuam lendas
antigas e queridas.
A religião era muito
simples. O trovão era explicado como golpes do poderoso martelo de Thor sobre os crânios
dos gigantes.
Existiam grandes árvores, a
mais notável chamada "Yggdrasill", a árvore do mundo, com uma raiz no inferno
e outra no céu.
Em lugar dos anjos do
zoroastrianismo e do cristianismo, dispunham de valquírias ferozes, protetoras dos
guerreiros, isto é, luta, festins e libações, todo dia.
Frigg, esposa de Woden,
assemelha-se a Astarte e Vênus. Um abade cristão, chamado Elfrich, cerca de 1000 A. D.,
pregou sermões nos quais comprovava Thor a Júpiter, Odin a Mercúrio, e mencionou
"a impura deusa Vênus que os homens chamam Frigg".
È possível que a
popularidade de Thor lhe tivesse reservado posição suprema e preparado o caminho para o
monoteísmo.
Mas os enérgicos, tenazes e
engenhosos missionários do cristianismo persuadiram os homens do Norte a adotar a
religião mais branda. Há muita historia interessante em torno das pugnas desse período
de conversão.
Com grande relutância os
teutões permitiram a substituição de suas pedras sagradas, seus mounds
jazigos e recintos sacros, por templos cristãos. E, por fim, o malho de Thor ceder lugar
à cruz de Cristo.
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