Reputa-se o hinduísmo a
mais antiga das religiões existentes, mas pode-se por seriamente em dúvida o seu direito
ao título de "religião".
"Na realidade os hindus ortodoxos têm acreditado em toda a
espécie de teísmo, politeísmo e panteísmo. Adoram qualquer objeto de sua preferência,
ou mesmo, virtualmente, nenhum. Pautaram seus atos por qualquer padrão de moralidade, ou
quase por nenhum. Entretanto, têm sido reconhecidos como hindus, de boa estirpe e normal,
os que não violassem flagrantemente as regras da casta, e por esta ofensa não houvessem
sido expulsos da mesma." ( W.L.R., Pág.19.)
O hinduísmo apresenta o
único exemplo de religião com uma historia abrangendo o lapso entre 1.500 anos a. C. e o
presente, e que ainda retém as práticas animistas mais primitivas.
Em outras religiões, quando
surge um grande reformador, o dogma, as mais das vezes, é elevado para um nível
superior. N a Índia, porém, os prosélitos do reformador formaram sempre seita distinta,
mantendo-se o velho hinduísmo ao lado das religiões derivadas.
Ocorreram numerosos
movimentos reformadores no seio do hinduísmo, dos quais os mais conhecidos foram o
jainismo e o budismo, no sexto século a. C., e o sikhismo, no primeiro quartel do século
16 a. D.
A enorme massa do hinduismo,
entretanto, é ainda animista. Uma de suas manifestações mais populares é a atração
do hindu devoto pelas peregrinações às montanhas e rios sagrados. Predomina a
idolatria, abrangendo extenso falicismo. Os objetos de veneração e culto nos templos
hindus causam muita surpresa aos viajantes não familiarizados com a historia da religião
primitiva.
Os hindus educados,
naturalmente, rejeitaram essa feição primitiva, moldando uma religião mais pura que a
das massas.
Os recentes movimentos
reformadores dos quais promanaram as formações Brama Sama, Prorthana Sama e Arya Sama,
constituem protestos contra certas práticas religiosas, mas diminuto é o número de seus
membros.
Embora Ghandi caracterize na
Índia de hoje personalidade de grande sedução espiritual, não será lícito
considerar-lhe os adeptos como membros de uma seita religiosa, visto se ocuparem muito
mais de questões políticas e econômicas do que de assuntos religiosos.
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